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52 livrosFilosofia1História1Estratégia e conduta13Religião e teologia5Literatura1Teatro31
a.C. UL História História da Guerra do Peloponeso História da Guerra do PeloponesoThucydides · 400 a.C.A causa verdadeira da guerra foi a que menos se declarava: o crescimento do poder de Atenas e o alarme que inspirou na Lacedemônia. O que Atenas tinha era, para falar sem rodeios, uma tirania: tomá-la talvez tenha sido injusto, largá-la é perigoso, e retém-se pelos três mais fortes motivos — medo, honra e interesse. Entre desiguais não há direito: os fortes fazem o que podem, e os fracos sofrem o que devem. A guerra, tirando a fartura cotidiana, é mestre violento que nivela o caráter dos homens com sua fortuna, e até as palavras mudam de sentido. Atenas caiu por discórdias internas, não por fa…Clique para abrir a ficha A Arte da Guerra 500
a.C. UL Estratégia e conduta A Arte da Guerra A Arte da GuerraSun Tzu · 500 a.C.A arte da guerra é de importância vital para o Estado: questão de vida e morte, estrada que leva ou à salvação ou à ruína. Lutar e vencer em todas as batalhas não é a excelência suprema; a excelência suprema consiste em quebrar a resistência do inimigo sem lutar. Toda guerra se baseia no engano: quando capaz de atacar, pareça incapaz; ataque onde ele está despreparado, apareça onde não é esperado. Que seu grande objetivo seja a vitória, não as campanhas longas. Ponha-se primeiro além da possibilidade de derrota, e só então espere a oportunidade de derrotar o inimigo. Se conheces o inimigo e a …Clique para abrir a ficha Instituição Oratória I 95 UL Estratégia e conduta Instituição Oratória I Instituição Oratória IQuintiliano · 95Formamos aquele orador perfeito, que não pode ser senão homem de bem, e por isso exigimos dele não só a faculdade de dizer, mas todas as virtudes do ânimo: o varão civil que rege as cidades com conselhos e as funda com leis não é outro senão o orador. Nada é alheio à arte oratória sem o qual não se faz um orador, e a nenhum ponto máximo se chega senão pelos começos; por isso não recusarei descer às coisas menores e começarei a formá-lo desde os berços. Retemos com mais força o que percebemos com o espírito ainda rude; prefiro a luz de uma reunião honestíssima às trevas e à solidão; e os precei…Clique para abrir a ficha Instituição Oratória II 95 UL Estratégia e conduta Instituição Oratória II Instituição Oratória IIQuintiliano · 95Clique para abrir a ficha Instituição Oratória III 95 UL Estratégia e conduta Instituição Oratória III Instituição Oratória IIIQuintiliano · 95Clique para abrir a ficha Instituição Oratória IV 95 UL Estratégia e conduta Instituição Oratória IV Instituição Oratória IVQuintiliano · 95Clique para abrir a ficha Instituição Oratória V 95 UL Estratégia e conduta Instituição Oratória V Instituição Oratória VQuintiliano · 95Clique para abrir a ficha Instituição Oratória VI 95 UL Estratégia e conduta Instituição Oratória VI Instituição Oratória VIQuintiliano · 95Clique para abrir a ficha Instituição Oratória VII 95 UL Estratégia e conduta Instituição Oratória VII Instituição Oratória VIIQuintiliano · 95Clique para abrir a ficha Instituição Oratória VIII 95 UL Estratégia e conduta Instituição Oratória VIII Instituição Oratória VIIIQuintiliano · 95Clique para abrir a ficha Instituição Oratória IX 95 UL Estratégia e conduta Instituição Oratória IX Instituição Oratória IXQuintiliano · 95Clique para abrir a ficha Instituição Oratória X 95 UL Estratégia e conduta Instituição Oratória X Instituição Oratória XQuintiliano · 95Clique para abrir a ficha Instituição Oratória XI 95 UL Estratégia e conduta Instituição Oratória XI Instituição Oratória XIQuintiliano · 95Clique para abrir a ficha Instituição Oratória XII 95 UL Estratégia e conduta Instituição Oratória XII Instituição Oratória XIIQuintiliano · 95Clique para abrir a ficha Psychopannychia 1534 UL Religião e teologia Psychopannychia PsychopannychiaJohn Calvin · 1534A alma do homem é substância, e não um poder vital que perece com o corpo: nada pode trazer a imagem de Deus senão o espírito, visto que Deus é Espírito. Depois da morte ela verdadeiramente vive, dotada de sentido e de entendimento — quem admite que ela vive e todavia a priva de todo sentido finge uma alma que não tem nenhuma das propriedades da alma. Ao que os adversários chamam sono damos o nome de repouso: a tranquilidade de consciência que acompanha a fé e só se consuma no dia do Juízo. Um sono que não se pode provar pela clara palavra de Deus é ficção ímpia.Clique para abrir a ficha A Rara Joia do Contentamento Cristão 1648 UL Religião e teologia A Rara Joia do Contentamento Cristão A rara joia do contentamento cristãoJeremiah Burroughs · 1648Aprendi a contentar-me com o que tenho, seja qual for a minha condição — aprendi: o contentamento é grande arte e mistério, que se aprende como mistério, e não temperamento feliz. É aquela doce, interior, quieta e graciosa disposição do espírito, que livremente se submete ao sábio e paternal dispor de Deus em toda condição, e nele se compraz. Chega-se a ele não por adição à condição, mas por subtração dos desejos. Pouco do mundo contenta um cristão para a sua passagem; todo o mundo não o contenta para a sua porção. E o mal da ferida não está no muito sangue, mas na inflamação: a murmuração é o…Clique para abrir a ficha A Existência e os Atributos de Deus 1682 UL Religião e teologia A Existência e os Atributos de Deus A existência e os atributos de DeusStephen Charnock · 1682É tão fácil entender pela razão *que ele é*, quanto difícil saber *o que ele é*. Poucos o negam com a língua, mas há algo de ateísmo secreto em todos, e todo pecado se funda nele: aquele afeto que move um homem a quebrar a lei de Deus o moveria a aniquilar-lhe o ser, se estivesse em seu poder. Tudo se reduz a duas cabeças — o homem quer erguer-se como sua própria regra e como seu próprio fim. Contra isso, os atributos: não é primeiro Deus e depois bom, mas é bom como é Deus; e assim como nunca obra até ao extremo do seu poder, nunca exerce o extremo da sua soberania.Clique para abrir a ficha Sphere Sovereignty 1880 UL Religião e teologia Sphere Sovereignty Sphere SovereigntyAbraham Kuyper · 1880Soberania original e absoluta não repousa em criatura alguma: coincide com a Majestade de Deus, e à terra só chega delegada. Ou indivisa a um só homem — e então o Estado encarnado em César torna-se ele mesmo Deus — ou repartida em esferas, cada uma com sua própria lei de vida e sua própria cabeça, sobre as quais o Estado se ergue sem vigorar dentro de nenhuma. Também a ciência é soberana na própria esfera, livre da tutela da Igreja e do Estado; e neutra não pode ser, porque todo conhecimento procede de alguma fé. Não há um único centímetro quadrado sobre o qual o Cristo não clame: "Meu!"Clique para abrir a ficha Dogmática Reformada, Vol. 1: Prolegômenos 1895 UL Religião e teologia Dogmática Reformada, Vol. 1: Prolegômenos Dogmática Reformada, Vol. 1: ProlegômenosHerman Bavinck · 1895Dogma é o que repousa unicamente no testemunho de Deus: *Dominus dixit*. A dogmática é o sistema científico do conhecimento de Deus revelado em sua Palavra à igreja, e nela tudo se considera *sub ratione Dei*. Três *principia* a sustentam: Deus, o *principium essendi*, pois nenhum conhecimento de Deus há senão de Deus e por Deus; a Escritura, *principium cognoscendi externum*, continuação da encarnação do Verbo e digna de fé por si mesma; e o Espírito Santo, *principium internum*, cujo testemunho é a pedra angular da confissão cristã. Prova alguma funda a fé: a eternidade não pode pender de um…Clique para abrir a ficha Poética 335
a.C. UL Literatura Poética PoéticaAristóteles · 335 a.C.A tragédia é imitação de uma ação séria, completa e dotada de magnitude, que, por meio da piedade e do temor, realiza a purgação própria dessas emoções. O mais importante de tudo é a organização dos incidentes: ela imita não homens, mas uma ação e uma vida, e o enredo é o primeiro princípio, a alma da tragédia; o caráter entra como subsidiário. Não é função do poeta relatar o que aconteceu, mas o que pode acontecer segundo a probabilidade ou a necessidade — por isso a poesia é mais filosófica e mais elevada que a história. E a tragédia, tendo todos os elementos da epopeia e atingindo seu fim e…Clique para abrir a ficha Os Persas 472
a.C. UL Teatro Os Persas Os PersasÉsquilo · 472 a.C.Nós levamos o nome de Fiéis, e Xerxes, filho de Dario, deixou-nos por vigias de Susa quando toda a força da Ásia partiu para a Hélade; ele lançou o seu caminho, feito de muitos navios, como jugo sobre o pescoço do vasto oceano. E acerca do regresso do nosso rei o coração dentro de nós estremece, agourando o mal, pois nenhum correio vem, nem cavaleiro nenhum. A rainha sonhou com um jugo partido, com o filho caído por terra e rasgando as vestes. Que não venha a nossa terra saber que a fortaleza de Susa está vazia de homens! Vence o arco dos archeiros, ou a lança daqueles que de homem nenhum se c…Clique para abrir a ficha Os Sete Contra Tebas 467
a.C. UL Teatro Os Sete Contra Tebas Os Sete contra TebasÉsquilo · 467 a.C.Em terror selvagem soltamos gritos de desgraça: os argivos cercam a cidade de Cadmo, e sete chefes, que sobre o sangue do touro juraram calcar aos pés a torre de Cadmo, estão de pé às sete altas portas, lançadas já as sortes. O filho de Édipo mandou-nos calar — o que é de fora cabe ao homem, que a mulher não dê conselho — e posta seis guerreiros, sendo ele mesmo o sétimo. Mas à sétima porta está o seu próprio irmão, com a Justiça em ouro no escudo, e ele diz: irmão contra irmão, rei contra rei, assim estarei. Não trilhes o caminho que leva à sétima porta! A morte de dois irmãos, um pelo outro,…Clique para abrir a ficha As Suplicantes 463
a.C. UL Teatro As Suplicantes As SuplicantesÉsquilo · 463 a.C.Partimos das bocas do Nilo por livre escolha, com horror ao himeneu, fugindo das núpcias ímpias com os filhos de Egito, e viemos a Argos com os ramos de suplicante na mão: somos a prole da novilha que o moscardo aguilhoava, ao toque de Zeus, e melhores que torres são os altares. O rei desta terra treme ao ver os nossos assentos ensombrados: entregar-nos é mácula insuperável, defender-nos é manchar a terra com sangue de homens por causa de mulheres, e ele não pode empenhar a sua promessa antes de deliberar com os seus cidadãos. Ouve, então, o último de todos os nossos apelos à piedade: temos ci…Clique para abrir a ficha Prometeu Acorrentado 460
a.C. UL Teatro Prometeu Acorrentado Prometeu AcorrentadoÉsquilo · 460 a.C.Novos pilotos governam o Olimpo, e com leis recém-forjadas reina Zeus, pisando o direito e varrendo todos os poderes antigos. Vimos Hefesto pregar à rocha da Cítia um deus do seu próprio sangue, por ter roubado num talo de funcho o fogo, mestre de todas as artes, e o ter dado aos mortais, cuja raça Zeus queria destruir para plantar outra. Falsamente lhe deram os deuses o nome de Previdente, disse a Força, pois de previdência é que ele agora precisa. Mas ele sabe qual leito de núpcias há de lançar Zeus do trono, e jura não o dizer antes de solto das cadeias — e já se aproxima o mensageiro dos d…Clique para abrir a ficha Agamêmnon 458
a.C. UL Teatro Agamêmnon AgamêmnonÉsquilo · 458 a.C.Passa o décimo ano desde que os Atridas ergueram desta terra mil navios, e em Áulide o velho rei atrelou-se ao jugo do Destino e imolou a própria filha para abrandar os ventos: Zeus fixou por lei que a dor é ganho. Nesta noite o fogo saltou de monte em monte, e Troia caiu — mas ele derrubou os altares dos deuses, e a maldição dos que pereceram fica vigilante, ainda que nenhum mal caia depressa. Eis que ele volta no seu carro, com uma profetisa cativa atrás; e a esposa que dez anos o esperou manda cobrir de púrpura o caminho da porta, para que a Justiça o leve à casa que ele não esperava rever.Clique para abrir a ficha As Coéforas 458
a.C. UL Teatro As Coéforas As CoéforasÉsquilo · 458 a.C.Enviada da casa venho, com pancadas das mãos na dor, derramar libações no túmulo do senhor morto no banho — que resgate se achou jamais para o sangue uma vez derramado no chão? Um sonho aterrou nossa senhora: pensou que dava à luz uma serpente e lhe deu o peito, e com o leite ela sugou coágulos de sangue. Sobre o túmulo havia uma mecha de cabelo igual à da filha do rei: o exilado voltou, e Lóxias mandou-o matar do mesmo modo os assassinos de seu pai, sob pena de chagas, loucura e Erínias. Que os que mataram por dolo morram por dolo, apanhados no mesmo laço. Tal é o combate que ele trava agora …Clique para abrir a ficha Eumênides 458
a.C. UL Teatro Eumênides EumênidesÉsquilo · 458 a.C.Expulsamos de casa os que matam suas mães, e este cortou a garganta da sua. Das redes ele escorregou; rastreamos pelo sangue vermelho, sobre a terra e sobre o mar, até achá-lo abraçado à estátua de Palas. Nem Apolo nem o poder de Atena podem salvar-te de pereceres: ouvirás o nosso hino, que é feitiço para te atar. Mas a deusa não quis julgar sozinha uma causa de sangue: sentou na colina de Ares homens ligados por juramento, lei para sempre — e agora Apolo advoga por ele, e nós disparamos todas as nossas armas. Se a vitória repousar sobre o direito torto deste matricida, soltaremos todo crime. …Clique para abrir a ficha Ájax 445
a.C. UL Teatro Ájax ÁjaxSófocles · 445 a.C.Filho de Télamon, tu que guardas a nossa terra cingida pelas ondas: mal a escuridão se desfez, os nossos ouvidos se encheram, doídos, de um grande escândalo sobre o teu nome — dizem que o teu braço caiu sobre o pasto do gado e ali devastou os despojos que restavam do suor dos lanceiros. Descobrimos-te lúcido entre a matança, envergonhado para sempre, dizendo que honra na vida ou honra na sepultura convém ao coração nobre. Depois saíste com a espada reluzente na mão: irias aos prados junto ao rochedo, purificar a tua mancha escura e enterrar aquele ferro em lugar não pisado. Um arrepio de amor …Clique para abrir a ficha As Traquínias 445
a.C. UL Teatro As Traquínias As TraquíniasSófocles · 445 a.C.Ó Sol, dize-nos: que caminho segue o filho de Alcmena? Quinze luas sem uma palavra, e a triste Dejanira, noiva conquistada em guerra, jamais deixa fechar em repouso as pálpebras marejadas; consome-se como ave desolada, roída de temor, pois o escrito que ele lhe deixou marca o prazo para a morte ou para uma vida daí em diante sem dor. Vem afinal a notícia do triunfo — e com as cativas vem Íole, filha de Êurito, por quem Ecália caiu: não escrava nem desprezada, pois todo o coração dele arde de desejo. E a Rainha, que a ninguém censura, guarda numa urna de bronze o antigo presente do Centauro, e …Clique para abrir a ficha Antígona 441
a.C. UL Teatro Antígona AntígonaSófocles · 441 a.C.O par carregado de horror achou sortes iguais na morte, cada um com a lança em riste contra o peito de um irmão verdadeiro. Creonte, no seu poder recém-nascido, cobriu Etéocles de honras e proclamou sobre Polinices: insepulto, sem lágrima, pasto de aves; e quem desobedecer, os cidadãos o apedrejarão. Mas uma mão verteu pó seco sobre o morto, e a moça, trazida diante do rei, nada negou — as leis não escritas do Céu não nasceram hoje nem ontem. Ele jurou que nenhuma mulher o governaria enquanto vivesse; ela é a prometida de seu filho, e a cidade inteira a pranteia com a língua presa. Ora se move…Clique para abrir a ficha Édipo Rei 429
a.C. UL Teatro Édipo Rei Édipo ReiSófocles · 429 a.C.Édipo, tu que decifraste o enigma da cantora cruel e a quem esta terra chama Salvador: vemos os frutos queimados no gérmen, o gado sem vingar, as mulheres dando à luz o nada, e tu juraste rastrear o mal até a origem — e lançaste sobre a tua própria cabeça a maldição do assassino de Laio. Tirésias disse-te: "Tu és o assassino que procuras", e tu viste naquilo a trama de Creonte. Depois a rainha contou-nos a encruzilhada onde Laio caiu, e estranhas emoções te toldaram a alma. Resta-te uma esperança pendurada num número: o que escapou falou de salteadores, em bando. Mandamos buscar o pastor, e o …Clique para abrir a ficha Electra 410
a.C. UL Teatro Electra ElectraSófocles · 410 a.C.Clique para abrir a ficha Filoctetes 409
a.C. UL Teatro Filoctetes FiloctetesSófocles · 409 a.C.Esta costa de Lemnos é inabitada, não pisada de homens; aqui o lançaram fora, com o pé a gotejar sangue escuro de uma ferida que apodrecia. Sentimos a sua miséria: sem olho de companheiro, definha no décimo ano, roído de pontadas e de fome. Viemos com o filho de Aquiles buscar por astúcia o arco de Héracles, sem o qual Troia não cai; e o nosso jovem senhor, que tem horror de obrar por dolo, aceitou recolhê-lo na nau, e dele ouviu que lhe deu luz e vida. Agora, no acesso de dor, o próprio filho de Peante lhe põe nas mãos o arco hercúleo: não o entregues, conjura, nem por vontade nem por força.Clique para abrir a ficha Édipo em Colono 401
a.C. UL Teatro Édipo em Colono Édipo em ColonoSófocles · 401 a.C.Estrangeiro que vieste sentar-te na pedra não lavrada, no bosque vedado ao pé humano: arrancamos-te o nome — de Laio, de Lábdaco, Édipo — e gritamos que deixasses a terra. Disseste que a tua vida tem mais injustiça sofrida do que praticada, e que trazias bênção a quem te acolhesse. Veio Ismênia de Tebas: um oráculo manda que te busquem, vivo ou morto, para salvação da raça de Cadmo. Teseu prometeu plantar-te na nossa terra, e que homem nenhum te arrancaria daqui contra a tua vontade. E já vem vindo, e não sozinho: é Creonte.Clique para abrir a ficha Reso 440
a.C. UL Teatro Reso ResoEurípides · 440 a.C.Grandes fogueiras arderam na linha argiva metade da noite, e corremos para acordar Heitor: aquilo mostra que pretendem fugir, disse ele, e mandou armar a hoste. Eneias conteve a lança — que o exército durma, e vá primeiro um espião. Dólon partiu disfarçado de lobo, pelos cavalos de Aquiles. Então veio Reso, o Filho do Rio, reluzindo como um deus sobre o carro trácio, e jurou quebrar a muralha e queimar as naus antes do eclipse de um só dia. Que Adrasteia esteja perto e nos guarde os lábios do pecado, para que o fim não seja duro. A senha da noite é Febo. E o sono cai lento e insistente, perigo…Clique para abrir a ficha Alceste 438
a.C. UL Teatro Alceste AlcesteEurípides · 438 a.C.A casa de Admeto sustinha o fôlego. O rei escapara da sepultura porque Apolo enganara as Irmãs Cinzentas, e de todos os que lhe deviam amor a única alma que aceitou pagar por ele foi a mulher. Alceste tirou da arca de cedro o vestido fúnebre, rezou sem um soluço, pediu que nenhuma madrasta viesse sobre os filhos — antes uma serpente que uma madrasta — e morreu; e nós, que a vimos partir, dissemos: ele nunca soube o que ela valia, agora vai saber. Naquele mesmo dia bateu à porta um hóspede a caminho da Trácia, e Admeto escondeu o luto e mandou preparar-lhe o banquete, porque a sua casa nunca ap…Clique para abrir a ficha Medeia 431
a.C. UL Teatro Medeia MedeiaEurípides · 431 a.C.Prouvera aos deuses que a Argo jamais houvesse alado os mares até a Cólquida. Jasão abandonou a que o salvou dos touros e da serpente, e faz o seu leito na câmara de um rei; e ela jaz em jejum, o rosto no pó, chamando os deuses que guardam a fé jurada. Creonte, temendo a sábia estrangeira, decretou-lhe o desterro; suplicado pelos joelhos, concedeu-lhe um dia. Um dia, disse ela, em que os seus três inimigos hão de jazer mortos — o pai, a noiva e o marido — se antes se abrir alguma porta de refúgio. Para trás corre a onda no rio que sempre corre: a vida está mudada, e as leis dela pisadas.Clique para abrir a ficha Os Heráclidas 430
a.C. UL Teatro Os Heráclidas Os HeráclidasEurípides · 430 a.C.Que vozes clamorosas se erguem daqueles altares? Os filhos de Héracles, banidos de toda a Grécia, sentaram-se diante do altar de Zeus, e o arauto de Argos derrubou o velho Iolau para os arrastar de volta a Micenas: ou entregais os suplicantes, dizia ele, e Micenas será vossa, ou as armas hão de decidir a contenda. É nosso dever reverenciar os suplicantes dos deuses, e Demofonte não os entregou por medo. Mas Argos já observa a estrada do alto do monte, e um único preceito temível atravessa todos os augúrios: que se sacrifique uma donzela em flor, nascida de pai nobre. O rei não matará a filha, …Clique para abrir a ficha Hipólito 428
a.C. UL Teatro Hipólito HipólitoEurípides · 428 a.C.Grande entre os homens é a Cípria, e não sem nome nos salões mais altos do céu; e um só, aqui em Trezena, a teve pela mais vil dos espíritos, recusando o seu encanto pela irmã de Apolo. Corre entre nós a história da rainha: três dias sem tocar carne nem pão, ela definha de um mal que ninguém ouviu nem sonhou. Enxergamos e conhecemos o que é certo, mas não queremos lutar e servir até o fim; e a velha ama foi levar ao ouvido do bem-amado a palavra que ata os dois num só feitiço. Ele ouviu, e diz que foi só a língua, não a alma, que jurou. Quando a Cípria desce com poder, força nenhuma a detém.Clique para abrir a ficha Andrômaca 425
a.C. UL Teatro Andrômaca AndrômacaEurípides · 425 a.C.Ó tu que fizeste do templo de Tétis o teu asilo: viúva de Heitor, escolhida entre os despojos frígios e levada ao leito do filho daquele que o matou, aqui te sentas porque a espartana que ele desposou te acusa de a fazeres estéril com drogas ministradas em segredo, e o pai dela deixou o reino de Esparta para te matar. Mandaste embora, em segredo, o teu único filho — e Menelau saiu destas portas em busca dele; Hermíone jura fazer-te sair do altar por tua própria vontade, e tem iscas que oculta. Aquele que tem nome de pai continua em Delfos, e nós, ainda que o peito seja compassivo, calamo-nos p…Clique para abrir a ficha Hécuba 424
a.C. UL Teatro Hécuba HécubaEurípides · 424 a.C.Arrastadas de Troia pela lança, esperamos nesta praia trácia o vento que nos leve à servidão. Aquiles apareceu sobre o seu túmulo, deteve as naus e reclamou uma vítima: a hoste em conselho deu-lhe Polixena, filha da nossa rainha, que foi mulher de Príamo. A moça foi morrer como quem nasceu livre, e a mãe ficou com a luz e com o jugo. Mas o mar devolveu à praia o outro filho, Polidoro, que Príamo mandara em segredo à Trácia com o ouro da casa, e o hóspede que devia criá-lo o degolou pelo ouro — e onde estão agora as leis da hospitalidade? Ainda que ela seja fraca e escrava, poderosos são os deu…Clique para abrir a ficha Electra 420
a.C. UL Teatro Electra ElectraEurípides · 420 a.C.Agamêmnon voltou de Troia acima de todos os conquistadores, e em casa a própria mulher o prendeu na armadilha e o matou. O filho foi roubado de Argos; a filha, casada por baixo com um lavrador que nunca a tocou, carrega ela mesma o cântaro da fonte para que os deuses não esqueçam o crime de Egisto. Ao forasteiro que trouxe notícia do irmão ela jurou que derramaria o sangue da mãe com o mesmo machado, e morreria feliz. Então uma cicatriz na testa denunciou o irmão, e o velho aio disse a verdade aos dois: têm a sorte que os deuses derem e a própria mão direita, nada mais. Ele partiu para o sacri…Clique para abrir a ficha Héracles 416
a.C. UL Teatro Héracles HéraclesEurípides · 416 a.C.Deitados na pedra nua diante do altar de Zeus, a mulher e o velho pai esperavam: Héracles descera pelas fauces do Tênaro atrás do cão de três cabeças e não voltava, e Lico, que matara Creonte e tomara o trono, mandava amontoar troncos em volta do altar para queimar com os meninos a casa inteira. Já vestidos para os ritos fúnebres, com as grinaldas de Hades nos cabelos, chamavam pelo morto: vem, aparece a estes olhos, ainda que como um fantasma. E ele apareceu, vivo, à porta da própria casa, e jurou que a cabeça do novo rei seria lançada aos cães. Nós, que só travamos a guerra das palavras, erg…Clique para abrir a ficha As Troianas 415
a.C. UL Teatro As Troianas As TroianasEurípides · 415 a.C.Troia é uma fumaça, uma chama que morre, e nós, atrás das portas, esperamos a sorte que nos reparte entre novos senhores. Antes do amanhecer, o deus que ergueu estas muralhas saiu delas, e a deusa que nos entregou aos gregos pediu-lhe um regresso que porfie sempre e nunca chegue a casa. Depois veio o arauto: as sortes estão tiradas, e cada uma tem a sua. Cassandra sai coroada de guirlandas, noiva de ira, jurando que matará o rei que a leva; Andrômaca chega no carro dos despojos, com o filho de Heitor ao peito; e a rainha, que gerou Heitor, sonha ainda que este menino possa crescer entre os ini…Clique para abrir a ficha Ifigênia em Táuris 414
a.C. UL Teatro Ifigênia em Táuris Ifigênia em TáurisEurípides · 414 a.C.Servas da serva que guarda as chaves sem mácula, viemos da Hélade a esta praia inóspita, onde sobre um povo selvagem reina selvagemente o rei Toas. A filha de Agamêmnon, degolada em Áulide — ou assim pensou o pai —, é aqui a sacerdotisa: toca o cabelo da vítima, e o sangue é cuidado de outros. Sonhou que o pilar da casa de seu pai caía, e chorava o irmão por morto quando o boieiro veio dizer que dois gregos tinham sido apanhados na praia, um deles gritando que via uma dragoa do Inferno. "Nunca, nunca sangue grego molhou este altar." Depois quis salvar um dos dois, para que levasse uma tábua a …Clique para abrir a ficha Helena 412
a.C. UL Teatro Helena HelenaEurípides · 412 a.C.Diante do túmulo de Proteu nós a vimos suplicante. Veio de Esparta, e a Troia nunca foi: Hera formou à sua semelhança uma imagem viva composta de éter, e Páris julgou falsamente que a possuía; Hermes a pôs nesta casa do Nilo, guardando intacto o leito de Menelau. Sete anos, e junto ao Escamandro miríades morreram por uma nuvem. Morto Proteu, o filho quer desposá-la, e ela ajoelha neste túmulo. Menelau chegou náufrago, e a imagem subiu ao éter declarando-a sem culpa: enfim se reconheceram. Mas o senhor desta casa mata todo grego que aporta, e uma só pode destruí-los, informando o irmão, ou salv…Clique para abrir a ficha As Fenícias 410
a.C. UL Teatro As Fenícias As FeníciasEurípides · 410 a.C.Sol, que raio infausto lançaste no dia em que Cadmo veio a esta terra. Laio gerou um filho contra a vontade dos deuses, e o que nasceu matou o pai e desposou a mãe; e o cego lançou sobre os filhos a maldição de partilharem a casa com o ferro afiado. Etéocles não se moveu do assento e expulsou Polinices, que voltou com dez mil escudos; e a mãe persuadiu um filho a vir ter com o irmão sob trégua. Um pedia o seu por direito; o outro não entregaria a outrem o poder régio: venha o fogo, venha o ferro. Saíram por lados opostos, cada um para matar o outro. Não escapareis às maldições de vosso pai?Clique para abrir a ficha O Ciclope 408
a.C. UL Teatro O Ciclope O CiclopeEurípides · 408 a.C.Aqui não há vinhedo que dê prazer, nenhum tirso se agita, nenhum tambor se bate: desde que o vento do levante nos jogou contra este rochedo do Etna, em lugar das orgias de Dioniso apascentamos os rebanhos de um Ciclope maldito, que afirma ser a carne de estrangeiro a comida mais deliciosa que há. Então aportou Ulisses, com o suco animador de Dioniso nas mãos. Nosso amo devorou dois dos companheiros dele e riu das leis a que toda a humanidade obedece: não sacrifica a deus nenhum senão a si mesmo e àquela barriga, a maior das divindades. Mas o hóspede diz que o vinho é invencível, e que há na ca…Clique para abrir a ficha Orestes 408
a.C. UL Teatro Orestes OrestesEurípides · 408 a.C.É o sexto dia desde que o corpo da mãe degolada foi purificado pelo fogo, e o filho de Agamêmnon jaz no leito, sem comer, sem lavar os membros, que o sangue dela o roda em delírio; e hoje Argos dá o seu voto: se morrem apedrejados, ou se cravam eles mesmos o gume no pescoço. Ninguém os recebe sob seu teto, ninguém lhes fala. Foi Febo quem ordenou o crime, e está sempre a ponto de socorrer. Menelau voltou de Troia com a sua lança sozinha e diz que os salvará pela sabedoria, não opondo-se aos que são mais fortes; e Tíndaro saiu para levantar o Estado, quer queira quer não, a votar o apedrejament…Clique para abrir a ficha As Bacantes 405
a.C. UL Teatro As Bacantes As BacantesEurípides · 405 a.C.Da Ásia viemos glorificando Brômio, e Tebas negava que Dioniso viesse de semente divina. O deus veio velado na forma das coisas que morrem, e as mulheres da cidade, aguilhoadas por ele, fazem morada entre as rochas sem teto. Penteu, que lhe faz guerra no próprio corpo, atou o estrangeiro e o lançou no cárcere — e o cárcere se abriu, e o palácio caiu. Bem-aventurado aquele cuja alma está perto do deus; mas os Sábios do mundo não são sábios, e o rei chama os seus homens de armas contra mulheres desarmadas. Agora o estrangeiro lhe oferece outra coisa: ir vê-las no monte, em oração. Que outra cois…Clique para abrir a ficha Ifigênia em Áulis 405
a.C. UL Teatro Ifigênia em Áulis Ifigênia em ÁulisEurípides · 405 a.C.Reunido o exército, ficamos sentados em Áulide sem poder navegar, e Calcas proclamou: sacrificada Ifigênia a Ártemis, teríamos a travessia e o saque de Troia. Veio a carta que a chamava como que para casar-se com Aquiles, e a mãe trouxe a menina para adorná-la como noiva. Faço de casamenteira num casamento que não existe: o pai que a gerou está prestes a matá-la com a própria mão. O rei Agamêmnon não porá a mão na tua filha, nem sequer com um dedo mínimo — mas coisas terríveis são gritadas entre os gregos, e todos querem que ela morra. Virá uma multidão, e Ulisses a conduzirá pelas tranças loi…Clique para abrir a ficha